A presença oficial das empresas no Twitter estimula um maior volume de informações sobre a marca, segundo um estudo com 50 marcas brasileiras feito pelo Instituto Digital (iDig), que será divulgado nesta quarta-feira. Vinte e uma das 50 marcas pesquisadas (42%) têm presença oficial na rede de microblogs, mas elas respondem por 74% das mensagens que citam as marcas.
Foram analisadas 91.145 mensagens do Twitter sobre essas 50 marcas brasileiras de oito setores da economia – automotivo, alimentos, bebidas, financeiro, telefonia, moda, cosméticos e higiene – entre os dias 20 de setembro e 24 de outubro. A lista de empresas inclui Ford, Fiat, Coca-Cola, Schincariol, Bradesco, Itaú, Telefônica, Natura, Azaléia e Danone.
- As marcas que estão presentes no Twitter têm mais mensagens sobre elas. A marca estimula a conversa e a postagem do consumidor. Mas quem comanda a conversa é o consumidor, ele gera a grande maioria das mensagens – explica o consultor do Instituto Digital Cláudio Torres, responsável pela pesquisa e autor do livro “A Bíblia do marketing digital”.
Em média, segundo a pesquisa, as marcas com presença oficial no Twitter mandam cinco mensagens por dia (o que significa cerca de 105 mensagens, considerando o total de 21 empresas) e têm 3.053 seguidores. O consumidor, no entanto, produz nada menos do que 2.602 mensagens diariamente sobre as 50 marcas, o que representa uma média de 52 mensagens relativas a cada uma das marcas por dia.
- Mesmo quem não está oficialmente no Twitter é citado pelo consumidor. Mas a presença da marca no Twitter dobra a quantidade de mensagens sobre ela. Do volume total de mensagens retransmitidas, 70% são de empresas com presença no Twitter – afirma Torres.
Outro dado interessante da pesquisa é que, a cada 600 mensagens do Twitter no Brasil, uma menciona alguma das 50 marcas analisadas. A cada 33 segundos, há uma mensagem sobre as marcas.
- Isso dá ideia da dimensão que o Twitter está tomando como repercussão da mensagem do consumidor e, por consequência, da importância de se estar na rede – diz o consultor.
Coca-Cola e Schincariol em destaque
Todas as empresas do setor de telefonia pesquisadas (Claro, TIM, Telefônica, Embratel, Oi, GVT e Vivo) têm perfis no Twitter, enquanto no setor automotivo (Fiat, Ford, GM Chevrolet, Hyundai, Peugeot, Citroën, Renault, Toyota, Volkswagen) a presença é de 56%. Nos setores de bebidas e cosméticos, 50% das empresas estão na rede, seguidos por financeiro (25%), moda (20%), alimentos (14%). Nenhuma marca pesquisada do setor de higiene tem perfil oficial no Twitter.
Segundo o estudo do iDig, a Coca-Cola é a marca mais comentada nas mensagens do Twitter no Brasil, com 20% do total de tuits (mensagens) das 50 marcas, seguida por TIM (10%), Telefônica (5%), General Motors (4%) e Natura (4%). A Coca-Cola tem seis perfis oficiais no Twitter, incluindo o da marca Kuat Eko.
As dez marcas com maior penetração no Twitter (indicador que avalia a participação dos tuits em relação ao total de mensagens sobre todas as marcas pesquisadas) representam 57% do total de mensagens de marca.
- Os setores de telefonia e bebidas representam 52% da penetração das marcas. Dois fenômenos podem ajudar a explicar esse resultado. De um lado, o setor de bebidas desperta maior empatia, ou seja, há uma tendência maior de se falar sobre a experiência de consumo. Do outro, a telefonia é marcada por crises pontuais, como críticas a problemas de serviços. Nesses casos, o consumidor tende a falar mais no Twitter – avalia Torres.
Em propagação da marca, que considera o percentual de mensagens retransmitidas sobre o total de mensagens das 50 marcas pesquisadas, a fabricante de bebidas Schincariol é a líder, com índice de 48%, seguida por Natura (37%), Colgate (35%), Unibanco (27%), AmBev (21%), Itaú (19%), HSBC (18%) e Citroën, Avon, Toyota e Nestlé (com 17% cada). Considerando todas as empresas, a propagação é de 11,2% em média.
Ao contrário do que se pode imaginar, no entanto, o maior número de mensagens publicadas pela marca não significa necessariamente que mais tuits dela serão retransmitidos.
- Há marcas com picos enormes de mensagens, mas com nível baixo de propagação. Isso provavelmente tem mais a ver com o trabalho de marketing digital da marca – diz o consultor do iDig.
Fonte: O Globo
Imagem: Rikulu




